Òṣùmàrè
24/08/2016 22:04
Ahoboboy Oṣùmàré - Cubra-me com seu arco-íris senhor das águas supremas.
Oṣù = a parte alta da cabeça; Màré = que faz fluxo e refluxo (a vida e a morte). Logo, Oṣùmàré.
Filho mais novo de Nàná Ibain e de Oṣalá, irmão de Iroko, Ọmolu e Ọsaiyn.
Oṣùmàré é um òrìṣà masculino e sua parte feminina é representada por Ejòkú (Ijòkú) e não por Yèwa como muitos acreditam. Sustentáculo do universo, deu luz às estrelas, movimento à terra e aos planetas. Governa os movimentos da terra e desta ao redor do sol. A ele pertencem as marés e as fases lunares e solares. Seu movimento fez surgir os rios e as fontes, canalizou as águas do interior da terra para as vertentes, fazendo brotar a vida no planeta. Dá energia às sementes para que se transformem em vegetais; produz as chuvas que permitirão às colheitas se transformarem no alimento do homem. E, como o arco-íris é o elo de Deus – Olòdumàré - com os homens, a palavra divina de que ele sempre estará presente entre nós. Se as sete cores do arco-íris são originárias do branco, a síntese universal, Oṣùmàré tem, em si mesmo a energia cósmica da transformação e dos movimentos contínuos da universidade em função da nossa evolução.
Rege e é representado pelo Arco-íris (Òṣùmàrè), a principal de suas representações, a Grande Serpente que leva as águas da terra para o céu. Muitos atribuem este ato a uma suposta “escravidão” de Òṣùmàrè por parte de Ṣàngó ( Em Ìbàdàn acreditam que Òṣùmàrè foi um servidor de Ṣàngó, sendo representado pelos búzios que compõe a roupa de Sàngó), mas isso é algo errôneo, na verdade, representa o ato de Òṣùmàrè servir a Olódùmarè, o Senhor dos Céus e a Olókun, a Senhora das Águas. Òṣùmàrè está associado às Serpentes e a tudo que é alongado (como por exemplo, o cordão umbilical) e então recebe os títulos de Araká (Corpo de Serpente) e Ejòlá (Grande Serpente), está associado também à Lua (Òṣùpá), através do arco-íris que se forma envolta da mesma, aos búzios (owó), que lhe dá o título de Ọlọ́wó (Senhor dos búzios, do dinheiro, da prosperidade) e às águas dos rios, que faz dele Òòṣà Ọlọ́tútù (Divindade do frescor). Òṣùmàrè é a Divindade das Chuvas (Ọlọ́jò), aquele que controla o fluxo das mesmas, permitindo o parar destas quando a terra já se encontra fértil. Òṣùmàrè é Ẹbàsún (Aquele que leva à transmutação).
Rege e é representado pelo Arco-íris (Òṣùmàrè), a principal de suas representações, a Grande Serpente que leva as águas da terra para o céu. Muitos atribuem este ato a uma suposta “escravidão” de Òṣùmàrè por parte de Ṣàngó ( Em Ìbàdàn acreditam que Òṣùmàrè foi um servidor de Ṣàngó, sendo representado pelos búzios que compõe a roupa de Sàngó), mas isso é algo errôneo, na verdade, representa o ato de Òṣùmàrè servir a Olódùmarè, o Senhor dos Céus e a Olókun, a Senhora das Águas. Òṣùmàrè está associado às Serpentes e a tudo que é alongado (como por exemplo, o cordão umbilical) e então recebe os títulos de Araká (Corpo de Serpente) e Ejòlá (Grande Serpente), está associado também à Lua (Òṣùpá), através do arco-íris que se forma envolta da mesma, aos búzios (owó), que lhe dá o título de Ọlọ́wó (Senhor dos búzios, do dinheiro, da prosperidade) e às águas dos rios, que faz dele Òòṣà Ọlọ́tútù (Divindade do frescor). Òṣùmàrè é a Divindade das Chuvas (Ọlọ́jò), aquele que controla o fluxo das mesmas, permitindo o parar destas quando a terra já se encontra fértil. Òṣùmàrè é Ẹbàsún (Aquele que leva à transmutação).
A grande serpente do arco-íris, símbolo da aliança entre o homem e a eterna paz dos deuses.
Oṣùmàré é o òrìṣa da riqueza (espiritual e material).
Oṣùmàré simboliza o movimento, a atividade, a continuidade e a permanência. Às vezes é representado por uma serpente enroscada que morde a própria cauda. Outras, como uma serpente que envolve toda a terra, como se com sua força impedisse a desagregação do planeta.
Oṣùmàré é considerado o òrìṣà de todas as formas alongadas. É o orìṣà responsável pelo cordão umbilical, pelo pênis, pelas varetas de bambu, pelo segi.
Representa o fim do mundo; o número zero. Não tem início nem fim, é sequencial.
Há quem diga que Òṣùmàrè é a Divindade Fon – Gbésèn, que foi assimilada pelos yorùbá ou até mesmo vice-versa. Mas apenas o que podemos afirmar é que, a semelhança do culto destas duas divindades é gritante. Se são ou não a mesma divindade, apenas cultuada por povos diferentes, não temos como afirmar.
Oṣùmàré reside nas profundezas dos oceanos, a ele pertencem todas as riquezas ali existentes. Ao mesmo tempo, está ligado às águas profundas do nosso inconsciente, à eternidade do nosso espírito que teve um começo, mas, jamais terá fim. Representa ainda, a roda da vida, que está sempre se modificando, a cada instante, a cada era.
Por outro lado, habita também as profundezas das florestas, da terra firme, onde os tesouros que ali existem estão sob sua guarda, o consciente planetário, habitat de nossos ancestrais e de nossa individualidade.
Também representado por uma serpente que morde a própria cauda, Oxumarê simboliza a continuidade de tudo, ou seja, o infinito, o eterno. Tudo que não tem começo e nunca terá fim. O movimento, o ir e vir, como símbolo de renovação, também apresentado pelo ato de trocar de pele.
Dan é a serpente simbólica que todo o ser humano carrega em si mesmo, representada pela coluna vertebral
O culto a Dan foi implantado em Dah, fundando o Dahome, atual República Popular do Benin.
Seu toque principal é o bravum, Sato e o mudubi.
As pessoas de Oxumarê desejam ser ricas, e têm paciência e perseverança. Porém, quando atingem o sucesso, podem tornar-se orgulhosas e tripudiar em cima das pessoas menos afortunadas. Gostam de demonstrar seu poder aquisitivo. Têm dificuldade de se relacionarem com as pessoas por conta das características andróginas desse orixá. Não são muito discretas nas formas de se vestirem, não se preocupando com as combinações das peças de roupas ou mesmo se estão fora de moda. São, por vezes, extrovertidas e generosas.
Os filhos de Oxumarê destacam-se pela beleza aristocrática; são indivíduos nervosos, originais, geralmente cheios de cacoetes e que se tornam precocemente enrugados.
Resumindo, de uma forma geral, os filhos de Oxumarê são inteligentes, dinâmicos, curiosos, observadores, indiscretos, irônicos e maledicentes. Elegante e altivo, eloqüente, um pouco exibicionista e esnobe, ele atrai, seduz, fascina. É um sujeito esperto, geralmente bem sucedido e que sabe ser generoso.
